Influenciador expõe bastidores financeiros do reality digital e fala em cifras que chegam a R$ 40 milhões por edição
O que começou como uma extensão espontânea da personalidade de Carlinhos Maia nas redes sociais se consolidou como um dos projetos digitais mais lucrativos do Brasil. O “Rancho do Maia”, reality transmitido quase em tempo real pelo Instagram, virou fenômeno de audiência — e de faturamento.
Em entrevista ao colunista Leo Dias, o humorista decidiu abrir os números por trás do sucesso e revelou valores que impressionam até o mercado publicitário tradicional.
“O ‘Rancho‘ não tem erro. Mesmo na última edição, em que eu estava muito cansado, porque fiz cinco temporadas no ano, eu já estava cansadíssimo. Fiz um ‘pré-Rancho‘, que era aquele monte de gente na rua, e foi um sucesso. Tanto é que viraliza tudo. Eu fechando o vidro na porta do carro, por exemplo, viralizou. Fiz 15 dias daquilo. Quando chegou o ‘Rancho‘, eu estava esgotado. Coloquei gente demais para dentro, porque o povão diz: ‘Coloque mais gente desconhecida’. Quando botei gente desconhecida, o povão não quis assistir: ‘Tira, tira, tira, que não tem graça’. Então, assim, é um projeto que não tem como dar errado. Pode não bombar tanto. Uns vão bombar mais, outros vão bombar menos. Mas é internet. Minhas visualizações vão estar ali, entendeu? Uns vão gostar, outros não. Mas não tem erro. No último ‘Rancho‘, eu fiz 35 milhões de reais. Então, se isso não é bombar em 10 dias de ‘Rancho’, não sei o que é bombar”, disse.
Segundo o próprio influenciador, a dinâmica imprevisível da internet é justamente o que mantém o projeto aquecido. O público interfere, opina, critica — e consome.
Questionado sobre a média de arrecadação em cerca de um mês de exibição, ele foi direto:
“Nessa base aí, de 30 milhões”.
E os números podem ir ainda além. Carlinhos revelou qual foi o maior faturamento já alcançado pelo formato:
“Ah, 40 milhões. Foram 40 milhões em 10 dias de ‘Rancho’. Porque acho que é a coisa mais legal de assistir no Instagram quando está acontecendo. É um politicamente incorreto ali, sabe? As pessoas estão sendo elas mesmas, estão sorrindo. E é de graça, sabe? A pessoa vai lá no Instagram, coloca e vai almoçar assistindo a um bando de doido fazendo graça”, afirmou.
O “Rancho do Maia” se transformou em um case da chamada economia da atenção: transmissões orgânicas, alto engajamento, viralização constante e integração direta com marcas. Em poucos dias no ar, o projeto movimenta cifras que rivalizam com realities tradicionais da televisão aberta.
Entre polêmicas, humor espontâneo e convivência sem filtros, Carlinhos Maia prova que, na era digital, audiência fiel pode se converter rapidamente em milhões — e que o entretenimento nativo da internet já disputa espaço com gigantes da mídia tradicional.